O encerramento de urgências, maternidades e outros serviços públicos são medidas discriminatórias e de desprezo pelas populações da região.
O PCTP/MRPP considera que o governo Sócrates/PS perdeu de vez a vergonha e a compostura: dizerem-se socialistas e de esquerda e, ao chegar ao governo, impõem ao povo tudo o que PSD e o CDS juntos não conseguem. Parecem uma equipa de cobradores de impostos, dispostos a ajustar contas com todos os sectores da sociedade, excluindo os seus amigos capitalistas, e depois vêm com a demagogia da qualidade dos serviços de pretexto para encerrar todos os serviços públicos prestados pelo estado às populações. Primeiro encerrou a maternidade de Amarante e diz, sem qualquer disfarce ou despudor, que vai encerrar os serviços de atendimento permanente da região de Basto e do concelho de Fafe, garante que todos terão atendimento no hospital de Guimarães, esquecendo, o senhor Sócrates que o director do hospital de Guimarães e 7 chefes de equipa pediram demissão alegando falta de condições.
O PCTP/MRPP considera a atitude do governo de total desconsideração pelas populações da região e de desprezo total pela saúde do povo. Já não bastavam as dificuldades existentes nos centros de saúde, quer agora ver o povo desesperar durante horas até chegar a Guimarães, não lhe importando que se morra no caminho.
O PCTP/MRPP apela ao povo para lutar contra estas medidas e lembramos ao governo que a região está classificada como região deprimida e que é uma das 7 regiões mais pobres graças ao apoio disfarçado que o partido socialista deu aos governos do cavaquismo e ao colaboracionismo prestado pelos seus dirigentes locais que até proibiram os seus militantes de apoiarem a luta em defesa da linha do Tâmega. Temos hoje a região bloqueada, sem qualquer perspectiva para o futuro caminhando para a desertificação e o despovoamento.
O PCTP/MRPP também não aceita os argumentos de que o país tem dificuldades pela razão que não foi o povoo mas sim os governos que mergulharam o país na crise e porque é que há-de ser o povo a pagar a crise quando os governos só desgovernam? Acaso perguntaram ao povo se concordava com a construção de 10 estádios de futebol para o Europeu, quando só precisavam de 5 estádios? Também não querem saber o que pensa o povo da Ota e do TGV. O caso da Ota é um capricho do governo para encher os bolsos aos “lobbies”da construção e, em contrapartida, sacrifica o interior do país: quer encerrar o que resta da linha do Tâmega, já não vai modernizar a linha do Douro até ao Pocinho e, tão cedo, não vamos ter a auto-estrada a ligar Amarante a Bragança nem a conclusão da variante do Tâmega para o Arco de Baúlhe.
O PCTP/MRPP exige atitudes responsáveis que ajudem ao progresso e desenvolvimento da região. Estamos fartos de injustiças. Exigimos a reabertura da linha do Tâmega, exigimos que se suspenda o pagamento de portagens na A24 e se construam acessos à mesma na vila de Gandarela. Lembramos que, por exemplo, a via do Infante não tem portagens para não prejudicar o turismo. E há outras realidades da região que merecem ser lembradas: não há empregos nem futuro para os jovens: em Maio de 2006 o centro de emprego da região de Basto não tinha uma única oferta para a região, somos uma região de emigrantes e de trabalhadores deslocados a trabalhar na construção civil pelo país e também em Espanha, onde trabalham mais de 8 mil só do concelho de Marco de Canaveses que, para terem um salário e sustentarem os filhos, enfrentam todos os dias a morte em acidentes de trabalho e nas estradas, pois nem tempo têm para dormir, saem de casa à noite e entram à noite. Outra realidade da região é a ditadura do poder autárquico que humilha o povo e presta vassalagem a todas as medidas do governo.
O PCTP/MRPP manifesta de novo solidariedade ao povo de Passos, em Cabeceiras de Basto, que sofre na pele a prepotência e o autoritarismo de Joaquim Barreto que já perdeu 2 recursos em tribunal mas prefere desobedecer á ordem do tribunal não entregando as chaves da Junta e pagando multa diária para continuar a humilhar o povo de Passos. E temos o Monstro Poluidor que é o aterro sanitário de Codeçoso. Alertámos, no último comunicado, que as águas que escorrem do aterro constituem um perigo para as populações vizinhas que não sabem sequer o grau de contaminação das águas subterrâneas e das nascentes, e se a podem consumir ou não. O nosso partido exigiu dos delegados de saúde de Amarante e Celorico de Basto a apresentação de relatórios e até hoje não o fizeram, como também a imprensa local, e entendem que não é assunto para eles. O PCTP/MRPP denuncia este silêncio como pura cumplicidade com as aberrações do poder autárquico. O nosso partido lembra que defenderá o povo em quaisquer circunstâncias e não temos medo de manobras intimidatórias como as perseguições feitas ao carro do dirigente Alfredo Gonçalves que ocorreram junto ao aterro e noutros locais do concelho de Celorico de Basto.
O PCTP/MRPP denuncia também o golpe que o partido revisionista PCP e o seu parceiro de bancada “os verdes” pretendem dar na luta da linha do Tâmega. A passeata dos verdes pela região no Verão passado, ignorando a CDLT que não foi informada nem convidada, visa desviar o povo da luta e da CDLT. Dizem que tratam de tudo no parlamento, da mesma forma que fizeram em 1990, quando acabaram com as lutas nas linhas que encerraram e só não acabaram com a luta no Tâmega porque nunca conseguiram controlar a CDLT. O PCTPMRPP aviva-lhes a memória, que a luta é pela reabertura da linha até Arco de Baúlhe e não há duas lutas separadas. Há toda uma região em defesa da linha e até hoje não vergou.
O GOVERNO SÓCRATES/PS MENTIU AO POVO E DEVE IR PARA A RUA!
CONTRA O ENCERRAMENTO DOS SERVIÇOS PÚBLICOS!
OUSEMOS LUTAR, OUSEMOS VENCER!
O POVO VENCERÁ!
O núcleo de militantes e simpatizantes do
PCTP/MRPP do Vale do Tâmega
MARÇO 2007