Foi notícia, há dias, o fecho da embaixada portuguesa em Bagdade. Depois do desastre, para o povo iraquiano, resultante da infame invasão pelas tropas da "coligação anglo-americana", inicia-se a debandada. Desta feita o argumento apresentado pelo governo foi a "falta de segurança". Irónico, porque se passa no momento em que decorre em Bagdade mais uma das muitas operações de "pacificação" levadas a cabo pelas forças de ocupação do Iraque, desta vez enquadrada num vasto plano militar de "segurança", agora que passam, no próximo dia 20 de Março, quatro anos sobre o início da invasão do Iraque.
Trata-se de um sinal, embora que turtuoso, de que esse plano não terá êxito nos objectivos anunciados. Nem foi concebido para ter: os objectivos da operação não são a segurança dos iraquianos, nem sequer a aplicação da lei mas antes e simplesmente a preservação do Estado fantoche e a cobertura para inúmeras acções de guerra suja. Os números demonstram-no: durante os quatro anos de ocupação o número de vítimas civis iraquianas já ultrapassa as 650 000. Sair não saindo é a palavra de ordem escondida dos americanos desde que os democratas ganharam as eleições: a embaixada portuguesa cumpriu, a contento dos amos o seu papel, por isso fecha; os militares que cumpram o seu papel e regressarão.
O assassinato e a execução diários de dezenas e dezenas de iraquianos das diferentes facções alimentam ódios, fomentam a guerra civil e são o alvo preferido das manobras de contra-informação militar da coligação que acusam, consoante os casos, uma ou outra facção de atentado. O objectivo é claro, deslocar as forças da resistência da luta contra a ocupação para combates fratricidas entre crentes dos diferentes credos religiosos. A "preocupação" das forças ocupantes com a possibilidade da eclosão de uma guerra civil no Iraque não passa de propaganda a favor do início dessa mesma guerra: o seu interesse é dividir para reinar.
A transparência, tão propalada de início, passou a absoluta obscuridade sobre o que se passa. O que é noticiado esconde, por um lado, as manobras de espoliação e, por outro, as manobras de tomada de posição tendo em vista futuras guerras de rapina. Para esta finalidade os EUA contam com a complacência e a conivência da UE. Do governo português, servil como sempre é, só há a esperar, caso não haja uma forte oposição popular, o apoio a essa política. Foi assim na Jugoslávia, onde se mantêm ainda tropas portuguesas de ocupação, foi assim no Afeganistão, onde foi reforçada há pouco a presença militar portuguesa. Para o presidente, no que diz respeito à política externa, o que há a reforçar é o "eixo-atlântico". Todos sabemos o que isso significa em termos de submissão e alinhamento activo com os interesses do imperialismo americano.
Resta-nos, pois, lutar.
GUERRA DO POVO À GUERRA IMPERIALISTA!
OS POVOS VENCERÃO!
NÃO À GUERRA DE AGRESSÃO!
Org. Regional do Norte do PCTP/MRPP
17 de Março de 2007
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