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Sexta-feira, 25 de Abril de 2008

Exijamos democracia!

Quando, há trinta e quatro anos, os generais que comandavam o MFA quiseram impor o recolher obrigatório, a resposta que obtiveram do povo foi a massiva saída à rua. A partir daí, não mais lhes foi possível conter as consequências do golpe militar nos limites estreitos do regime fascista. Os generais, numa primeira atitude, tudo tentaram, desde programas, declarações, confabulações e negociações até regolpes, mas a burguesia que, função da luta popular, deixara de poder governar, depressa compreendeu que o caminho para a continuação da exploração e opressão não era o da violência do chicote fascista mas o da violência da mentira e do cassetete “democratas”.
A situação teria que ter um desfecho que dependia da força das principais classes: o proletariado e a burguesia. Naturalmente dependia da força militar, mas mais do que isso, da força ideológica e política. E foi aqui que o principal combate se travou. Sem tréguas. E também foi aqui que a burguesia encontrou os seus principais aliados no seio do proletariado e que lhe deram a vitória: os revisionistas. Estes, sempre com o processo revolucionário na boca, não fizeram mais do que entregar o proletariado de pés e mãos atados ao capital.
O resto da história é simbolizado pela recente ratificação do tratado de “Lisboa” pela Assembleia da República: todos os principais partidos prometeram, em sede de campanha eleitoral, a realização de referendo sobre o tratado, mas, perante a forte possibilidade da discussão e do esclarecimento públicos levarem a uma votação popular negativa do mesmo, rapidamente se esqueceram do prometido e “em comemoração, particularmente feliz, do 25 de Abril”, na síntese do primeiro-ministro, resolveram aprová-lo.
Da prometida discussão alargada apenas uma sombra: realizaram-se umas quantas reuniões sem qualquer repercussão pública nem detractores e, agora, que já foi aprovado e a atitude perante uma eventual discussão só pode ser a de saber como nos vamos “adaptar” à nova lei, é que estão a preparar uma “ampla” discussão. “Para que os portugueses conheçam o tratado que os vais reger”!!! dizem-nos, sem vergonha. E se esta tinha sido uma promessa eleitoral deste governo, também o foram a não subida dos impostos, o não aumento da idade da reforma, a não criação de portagens nas SCUTs, a revisão dos aspectos mais gravosos do código do trabalho, a não perca do poder de compra dos trabalhadores e nenhuma foi cumprida. Portanto, trata-se não de um caso pontual mas do caso geral.
Esta é a democracia que temos, mas esta é uma democracia que nós não queremos.
Mas não se fica por aqui. Tudo o que é teórico dos sistemas políticos nos diz que sem igualdade de condições das diversas candidaturas não há verdadeira democracia. Hoje o que temos neste domínio? Uma farsa. A igualdade de condições das candidaturas foi substituída por uma igualdade de “direitos” com uma singular expressão prática: os partidos do poder têm o “direito” da lavagem cerebral permanente do público, a negarem a verdade dos factos, a ocultarem a verdade; quem se lhe opõem tem o “direito” a ser em permanência silenciado (por falta de “interesse jornalístico” - sim, têm razão, qual poderia ser o interesse jornalístico da verdade?).
Esta pode ser a democracia do “interesse jornalístico”, mas esta é, certamente, uma democracia que nós não queremos.
Igualmente os mesmos teóricos nos dizem que sem justiça a democracia é uma miragem. Pois a verdadeira imagem da justiça em Portugal é pior que a do edifício do tribunal de Santa Maria da Feira.
Se esta democracia é apenas uma miragem então é uma democracia que nós não queremos.
 Noutros campos como o da liberdade de organização, o da distribuição da riqueza ou o das relações com outros povos se expressa uma “democracia” na qual o querer do povo nada vale.
Por isso nos opomos a essa democracia e exigimos uma outra:
DEMOCRACIA PARA O POVO!
O POVO VENCERÁ!
 
Org. Regional do Norte do PCTP/MRPP
25 de Abril de 2008
publicado por lutanotamega às 10:33

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